28.12.11


"A crítica Barbara Rose propôs a designação de Duchamp de um objeto como 'readymade' e a decisão do pintor russo Kasimir Malevich de exibir um simples quadrado preto sobre um fundo branco como os pólos históricos do Minimalismo. 'É importante ter em mente', escreveu ela, 'que tanto a decisão de Duchamp como a de Malevich foram renúncias - por parte de Duchamp, da noção de unicidade do objeto de arte e sua diferenciação dos objetos comuns; por parte de Malevich, uma renúncia da noção de que a arte precisa ser complexa'. Judd, que começou como pintor, escreveu em seu ensaio de 1965, 'Objetos específicos', que muito da arte que estava sendo feita não podia mais ser descrita como pintura ou escultura. Em lugar destes, ele usou o termo 'obra tridimensional'.
"(...) Para Judd, o aspecto vazio desta arte era sintomático do que ele via como a crescente irrelevância das atitudes estéticas tradicionais. Seu trabalho era simples e formalmente aplainado por um desejo de não empregar efeitos composicionais. A composição enfatiza relações internas entre as várias partes de uma obra e, com isso, minimiza o impacto da obra de arte como um todo.
"(...) Perguntado pelo crítico Bruce Glaser por que desejava evitar os efeitos composicionais, Judd respondeu: 'Bem, esses efeitos tendem a carregar com eles toda a estrutura, os valores, sentimentos de toda a tradição européia. Por mim, tudo isso pode ir pelo ralo. (...) As qualidades da arte européia, até aqui, [são] inumeráveis e complexas, mas a maneira principal de dizer isto é que elas estão ligadas a uma filosofia - o racionalismo.' Um enunciado assim talvez soe destemperado e menosprezador, porém o mais importante é reconhecer o aspecto positivo do pensamento de Judd nesta época.
"O racionalismo europeu estava 'bastante desacreditado como meio de descobrir como é o mundo', porque o mundo era agora um lugar de caráter diferente. As repetições da vida diária, a proliferação de bens de consumo e todas as outras coisas observadas e refletias no Pop estavam forçando uma reconsideração de como se deveria avaliar a passagem do tempo, a produção de coisas e o entendimento da unicidade de um objeto. Judd escreveu noutra ocasião: 'As objeções à pintura e à escultura vão soar mais intolerantes do que são. Elas são qualificações. O desinteresse pela pintura e pela escultura é um desinteresse em fazê-las de novo, e não por elas como têm sido feitas por aqueles que desenvolveram as versões mais avançadas.'"

Michael Archer, Arte contemporânea, uma história concisa

9.11.11

Não tá certo


Estamos em greve!

6.10.11

personal clock


de um blog que eu adoro: personal message

24.9.11

"É talvez muito melhor, agora, que não nos escrevamos todos os dias; secretamente, o tinhas adivinhado antes que eu. As cartas cotidianas enfraquecem, em vez de fortificar; antes a gente bebia a carta até o fundo, e se sentia dez vezes mais forte e dez vezes mais sedento ao mesmo tempo. Mas agora se tornou mais sério; agora a gente morde os lábios enquanto lê a carta, e nada é mais seguro do que essa leve dor na fronte."

Franz Kafka, Cartas à Milena

23.9.11

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(imagens devidamente linkadas às suas respectivas páginas de origem)

22.9.11


Charles Ray, Ink Drawing, 1988.


"If you spill ink all over the floor, there's no anxiety there. You've got a mess. But if you have a potential for a mess, you have anxiety. It's not boxing anxiety in; it's about creating anxiety. Anxiety only exists when there's a potential for disruption, right? It seems silly to talk about these pieces in terms of risk. The most that could happen is someone getting some ink on their dress or their shirt. But, you know, it's not real risk. It's not bodily risk. It's an attack of anxiety, in your desire to touch, your desire to disrupt."

Charles Ray em entrevista à Lucinda Barnes, 1990.

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