Estou viciada em gatos. Estou viciada em fotografia erótica e em fotografias despretensiosas de gente deitada na cama, enrolada nas cobertas ou com os lençóis chutados, de frente para a câmera ou de costas. Estou viciada em blogs do tumblr.
Eu tinha um certo pé atrás com gente que não produz, mas reproduz. Que compila imagens e as divulga em séries nas quais o único elo de ligação é um gosto, uma empatia, um desejo de vir a ser ou ter aquilo para si (de uma forma muito mais delicada e sutil do que ir à loja comprá-lo/a). Até começar a ver que não são nada mais que curadorias íntimas, exposições em constante formação que revelam tanto e tanta criatividade quanto as atividades de quem produz as imagens selecionadas. Passei a achar bonito.
(É claro que não estou me referindo a todos os blogs, mas a alguns (que não são poucos) que encontrei no meio de muita porcaria.)
Acabei fazendo um blog desses, que com o tempo virou uma tremenda salada, um estoque de referências e coisas com as quais me identifico ou que me inspiram de alguma maneira. Então resolvi fazer outros pequenos e breves exercícios por aqui mesmo, minhas curadorias íntimas, como essa acima.
A primeira foto é de Núria Mochón, a segunda é de uma islandesa com nome irreproduzível, a terceira é de Can Dagarslani, a quarta é de Mariana Pacho López e a quinta e última é de Michael Whyte (todas estão linkadas às respectivas páginas do flickr).




